terça-feira, 19 de julho de 2011

Comunidade Santa Luzia




Santa Luzia nasceu na cidade de Sir­a­cusa – Itália no ano 283 d. C.Seu pai, de nome descon­hecido, mor­reu quando Luzia era pequena. Sua mãe — Eutíquia — era uma mul­her de família cristã, nobre, abas­tada e pos­suidora de muitos latifúndios.
Luzia foi cri­ada den­tro dos sen­ti­men­tos de piedade e da religião. Rece­beu uma pri­morosa edu­cação cristã de modo que se sen­tiu dom­i­nada pelo amor a Cristo emitindo, desde cedo, o voto de per­pé­tua vir­gin­dade. Guardou abso­luto seg­redo deste voto até mesmo para sua mãe.
Eutíquia dese­java que Luzia con­traísse matrimônio com um jovem de dis­tinta família, mas pagão. Na sua per­plex­i­dade, Luzia pediu a sua mãe que lhe con­cedesse um certo prazo para mel­hor amadure­cer sua solução de casti­dade pela oração.
Neste tempo, Eutíquia adoe­ceu de um mal ter­rível sem que hou­vesse esper­ança de recu­perar a saúde, ape­sar de ter gasto muito com os mel­hores médi­cos da Itália.
Luzia, muito car­in­hosa com sua mãe e sofrendo no íntimo a doença dela, convidou-a a ir para cidade de Catâ­nia — Itália, para rezar junto ao túmulo de Santa Águeda, santa famosa em operar curas e milagres.
Depois de ter pas­sado algum tempo em oração, Luzia teve uma visão: Apareceu-lhe a Már­tir Águeda dizendo:
Que deseja de mim, querida irmã? Tua mãe está resta­b­ele­cida graças a tua fé. Como Deus se dig­nou glo­ri­ficar a cidade de Catâ­nia por causa do meu martírio, assim Sir­a­cusa será cele­bre por ti, porque, por tua vir­gin­dade, preparaste agradável morada a Deus em teu coração.
Voltando para Sir­a­cusa com a mãe com­ple­ta­mente curada, recebe nova­mente a pro­posta de casa­mento. Luzia fez este pedido a sua mãe:
Mamãe, agora que Santa Águeda te resti­tuiu a saúde, peço-te que me con­cedas entregar-me toda e com inteira liber­dade ao amor de meu Divino Esposo: Jesus Cristo.
Sua mãe per­mi­tiu, e, a par­tir deste momento, as duas começaram a tra­bal­har jun­tas pelos pobres e necessitados.
Pre­vendo uma vin­gança e o martírio, Luzia dis­tribuiu seus bens aos pobres e, com oração fer­vorosa, se preparou para o que lhe acontecesse.
O jovem que nutria a esper­ança de casar com Luzia, tendo a notí­cia da obsti­nada recusa e do gesto em favor dos pobres, trans­for­mou o amor em ódio e denunciou-a per­ante o Gov­er­nador Pascá­sio, de dois crimes: de não ter cumprido a palavra e de ser cristã, e, por­tanto, desprezadora dos deuses nacionais.
Luzia foi incursa nas leis que man­davam punir rig­orosa­mente os seguidores do Novo Evan­gelho, pois, neste tempo estava havendo perseguição do Imper­ador Dio­cle­ciano aos cristãos.
Luzia foi con­duzida ao tri­bunal do Gov­er­nador Pascá­sio. O Juiz procurou seduzi-la e convencê-la de que devia se sac­ri­ficar aos deuses e man­ter a palavra do casamento.
Luzia respon­deu ao Juiz:
Nem uma e nem outra coisa farei. Adoro a um só Deus Ver­dadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade.
O Juiz con­tin­uou com ameaças, intim­i­dações, inclu­sive de ser lev­ada a uma casa de pros­ti­tu­ição para ser desvirginada.
Luzia respon­deu:
Quem vive casta e san­ta­mente é tem­plo do Espírito Santo. Sem a minha von­tade, a vir­tude nada sofr­erá. Podes, a força, por incenso nas min­has mãos para que o ofer­eça aos ídolos? De nada vale porque Deus, que con­hece os corações, não me jul­gará pelo o que fiz coagida. Mesmo que não possa resi­s­tir a força, minha vir­tude rece­berá dupla coroa.
Luzia pre­viu que estava próx­imo o fim das perseguições, como de fato acon­te­ceu logo depois de sua morte.
Deus a preser­vou de maneira mirac­u­losa tornando-se presa na terra a fim de que nen­huma força humana a removesse do local.
Furioso com o acon­te­cido, o Gov­er­nador Pascá­sio man­dou que ela fosse queimada após ser envolvida com piche e resinas inflamáveis.
Mesmo assim, Luzia não mor­reu. O Gov­er­nador Pascá­sio enver­gonhado, man­dou que ela fosse tor­tu­rada e ferida a ferro frio.
Depois disso, os ami­gos cristãos de Luzia a levaram para casa, e ela, assis­tida piedosa­mente em sua ago­nia, expirou entre­gando o seu espírito ao Divino Esposo, depois de ser con­for­t­ada pela Sagrada Comunhão aos 13 de dezem­bro de 304 d.C.
Seus restos mor­tais foram guarda­dos em Sir­a­cusa com grande devoção dos fiéis, depois foram trans­porta­dos para Con­stan­tino­pla com as dev­i­das hon­ras, e, por fim lev­a­dos para Veneza, onde até hoje são piedosa­mente venerados.
As pre­ciosas relíquias de seu corpo foram trans­feri­das de Sir­a­cusa para Espo­leto — Itália, depois para Aba­dia de São Vicente de Metz, onde se tornou a Igreja por excelên­cia de Santa Luzia, cen­tro de sua devoção.
Em escav­ações no Cemitério cristão de Sir­a­cusa, no século IV, foi encon­trado um Epitá­fio nestes termos:
“Eutíquia, a irrepreen­sível, viveu santa e pura cerca de quinze anos; mor­reu na festa de Santa Luzia, a qual não pode ser lou­vada como merece.”
O culto a Santa Luzia se espal­hou por toda a Itália e mais tarde por toda a Europa e out­ros con­ti­nentes. Só em Roma havia vinte igre­jas ded­i­cadas à Santa Luzia.
Ela foi uma das qua­tro vir­gens, junto com as San­tas Inês, Cecília e Águeda, que gozavam de ofí­cio próprio e cujos nomes tiveram o priv­ilé­gio de serem invo­ca­dos no Cânon da Santa Missa.
Santa Luzia é invo­cada como pro­te­tora con­tra as doenças dos olhos. Provavel­mente, esta conexão se deve ao fato de que o nome de Luzia, em latim, se liga à palavra LUZ. Os olhos são ele­men­tos indis­pen­sáveis para a visão da luz.
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Novena e Ladainha de Santa Luzia

Diri­gente: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.
Diri­gente: Reze­mos com amor e muita con­fi­ança esta novena, invo­cando sobre nós e nossa família as bênçãos e a pro­teção de Santa Luzia.

Todos: Ó Virgem Santa Luzia, con­cedei a nós todos, devo­tos e paro­quianos / o aumento de uma fé mais viva e gen­erosa / o for­t­alec­i­mento de uma esper­ança con­stante na vida eterna / e o enriquec­i­mento do nosso amor / a Cristo, nosso Sal­vador. / Quer­e­mos nesta novena, ó Santa Padroeira / assumir o com­pro­misso de cristão, / para ter­mos uma Paróquia mais humana e fra­terna / cheia das graças e bênçãos de Deus. / Santa Luzia, dai-nos a saúde da alma e do corpo / e livrai-nos de qual­quer enfer­mi­dade dos olhos / ou do perigo de perdê-los. / Protegei-nos sem­pre / e amparai-nos na hora de nossa morte. Amém.
Diri­gente: Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

Ladainha de Santa Luzia

Ale­gria das Cri­anças — Rogai por nós;
Esper­ança dos jovens — Rogai por nós;
Força dos Adul­tos — Rogai por nós;
Santa Luzia — Rogai por nós;
Filha de Deus Pai — Rogai por nós;
Anjo da Igreja — Rogai por nós;
Fonte de humil­dade — Rogai por nós;
Santa Luzia — Rogai por nós;
Pro­te­tora dos olhos — Rogai por nós;
Luz dos Pecadores — Rogai por nós;
Amparo das Famílias — Rogai por nós;
Santa Luzia — Rogai por nós;
Pere­g­rina do Mundo — Rogai por nós;
Bênção de Deus — Rogai por nós;
Exem­plo de bon­dade — Rogai por nós;
Santa Luzia — Rogai por nós;
Vida dos Setores — Rogai por nós;
Glória da Igreja — Rogai por nós;
Nossa Padroeira — Rogai por nós;
Santa Luzia — Rogai por nós

Diri­gente: Rogai por nós, Santa Luzia.
Todos: Para que sejamos dig­nos das promes­sas de Cristo. Amém.

Diri­gente: Ore­mos — Ó Deus que vos dig­nastes ilu­mi­nar vossa Virgem Santa Luzia com o clarão da fé e com a coroa do martírio, concedei-nos que por sua inter­cessão, sejamos livres de qual­quer cegueira da mente e do corpo e mereçamos ele­var mais facil­mente o olhar para as coisas celestes. Por Cristo Nosso Sen­hor. Amém.
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Oração a Santa Luzia
Ó Santa Luzia, que preferistes que vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de renegar a sua fé e compuscar vossa alma; e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu dois olhos perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos.                                                                                                                     Eu recorro a vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos.                                                                                                                              Ó Santa Luzia conservai a luz dos meus olhos para que possa ver as belezas da criação o brilho do sol, o colorido das florestas e o sorrido das crianças.                                                                                                                         Conservai também os olhos de minha alma, a fé , pela qual eu possa compreender seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós Santa Luzia, vos encontrais , em companhia dos Anjos e Santos.
Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé. Amem
Dia 13 de dezembro


               
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